Virose atinge crianças e secretarias do Paraná fazem alerta aos pais

29 MAR 2018
29 de Março de 2018
Crianças de até cinco anos com bolhas doloridas nas mãos, pés e dentro da boca. Por isto, a doença não poderia ser chamada de outra maneira: "mão-pé-boca". Secretarias de saúde de várias cidades paranaenses emitiram alertas sobre os cuidados com a virose, que é altamente contagiosa, depois do registro em escolas e creches.

Renato Lopes, chefe da Divisão de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), explica que os primeiros sintomas são parecidos com outras viroses, como febre em torno dos 38ºC, dor na garganta, mal-estar e perda de apetite. "Depois de dois dias surgem as feridas, que se parecem com bolhas, na cavidade oral, na palma da mão e na planta do pé. E essas bolhas são bastante doloridas", afirma.

Téo, de três anos, foi um dos atingidos por esta doença em Curitiba. Ele tinha dificuldades para engolir, o que os pais identificaram inicialmente como uma dor de garganta. A mãe dele, Fernanda Góis, relata que as bolhas foram os últimos sintomas da doença, o que acabou gerando o alerta de que havia algo errado.

Segundo Lopes, a doença mão-pé-boca é uma virose que atinge especialmente as crianças menores de cinco anos, mas não é exclusiva desta faixa etária. Elas são mais vulneráveis porque podem colocar objetos contaminados na boca e eles acabam sendo compartilhados entre a garotada. "A doença também é transmitida pela tosse e pela própria secreção das feridas", esclarece.

Além de Curitiba, houve registro de casos nas cidades de Colombo e Mandirituba, na Região Metropolitana. A Sesa informou que a doença não é de notificação obrigatória e, por isto, não há dados confirmados sobre o número de casos no Paraná.

A prefeitura de Colombo, por meio de assessoria de imprensa, informou que a Vigilância Epidemiológica do município registrou cerca de 50 casos e que, em função de ações rápidas, está sendo possível controlar e evitar o surgimento de novos casos. Além disto, a prefeitura informou que as boas práticas de higiene foram intensificadas pelos servidores das unidades escolares.

A prefeitura de Mandirituba comunicou que uma equipe foi designada para percorrer todos os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e que segue monitorando a situação. Os pais das crianças que frequentam as creches também foram orientados sobre os possíveis sintomas e a levarem os filhos ao hospital caso apareçam sinais característicos, segundo a prefeitura. Os objetivos são o acompanhamento médico e a indicação do afastamento da criança durante o período ativo da doença.

Recomendações
Renato Lopes, chefe da Divisão de Doenças Transmissíveis da Sesa, confirma que o isolamento da criança de sete a 10 dias, ou até o desaparecimento de todos os sintomas, evita a transmissão da doença. Ele conta que o tratamento é realizado com medicamentos que tratam apenas os sintomas da doença. Além disto, é recomendada a intensificar os cuidados com a higiene, não apenas pessoal, mas também de objetos e roupas.

A alimentação do paciente deve ser líquida e pastosa, justamente porque há dificuldade em comer em função das bolhas na cavidade bucal. A hidratação, segundo Lopes, também é bastante importante neste período.

Massa News

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